Como reconhecer os efeitos colaterais da transfusão de sangue

Uma transfusão de sangue é necessária para pacientes que perdem muito sangue durante uma cirurgia, sofreram lesão grave ou para os organismos que não conseguem gerar sangue perfeitamente por conta de alguma doença. Sendo o sangue uma das necessidades vitais do corpo humano, por viajar por todas as partes e órgãos, os riscos envolvidos são grandes e aqui estão alguns dos efeitos colaterais que você pode anotar.

Os efeitos colaterais são conhecidos também como reações de transfusão e podem ocorrer a partir de cinco minutos após a transfusão ou 48 horas depois da mesma. Em casos raros, os efeitos aparecem seis meses depois do procedimento. Os efeitos variam de complicações simples até conseqüências fatais como a morte. Aqui estão os efeitos colaterais mais comuns que mostram os diferentes tipos de risco:

  • Febre e frios, batimento cardíaco rápido, queda na pressão sanguínea, insuficiência renal. Estes efeitos colaterais são causados pela administração do tipo errado de sangue no paciente. A insuficiência renal acontece em casos raros. Caso ocorra durante a transfusão, o médico ou a enfermeira na administração do processo devem ser informados e a transfusão deve parar, a fim de que o paciente receba fluídos intravenosos para normalizar a função renal. Já que este erro geralmente leva a morte, métodos rigorosos de doação de sangue são seguidos em cada banco de sangue nos termos de tipo e limpeza do sangue.
  • Reações alérgicas como dor de cabeça, coceira, erupções e dificuldade de respirar. Estes são os efeitos comuns. Nestes casos, os anticorpos naturais começam a reagir com as células brancas que são colocadas junto com as hemáceas ou plaquetas sendo transfundidas no sangue ou alérgenos no plasma doado. Essas reações são normalmente tratadas com medicamentos. Pacientes que estão fazendo transfusões regularmente, por conta de doenças como anemia, podem começar a tomar remédios antes do começo dos procedimentos para reduzir os efeitos colaterais. Médicos também podem optar por filtrar ou remover células brancas antes da transfusão de sangue. Em certos casos como os de cirurgia, o paciente pode usar seu próprio sangue para a transfusão para prevenir os efeitos colaterais e a possibilidade de HIV/AIDS ser contraída.
  • Insuficiência cardíaca. Isso acontece com pacientes muito jovens ou muito idosos com histórico de paradas cardíacas. Acontece pelo volume de sangue sendo injetado no organismo do paciente e pode ser tratado com diuréticos.
  • Problemas respiratórios. Isso pode ser pouco comum como efeito colateral da transfusão mas é o segundo motivo mais comum das mortes causadas por conta da transfusão. Deve ser avisado caso ocorra após a transfusão para que terapias de apoio gerais sejam passadas e para determinar futuros padrões para transfusão de sangue do paciente.
  • Doença do enxerto contra hospedeiro (GVHD ou DECH). Acontece se as células do doador de sangue atacam os tecidos do paciente. É caracterizada por febre, erupções, diarréia com água e sangue e outros sintomas. Não existe tratamento disponível e por isso, a DECH tem taxa de mortalidade de 90%. Só é prevenida através da irradiação, onde o DNA do doador linfócito é danificado.
  • Sangramentos anormais, hipotermia ou hipotensão. Acontece quando o volume de sangue transfundido é maior do que o necessário. Isso geralmente é revertido administrando a concentração de plaquetas ou de plasma congelado.


Apesar de alguns destes efeitos colaterais serem perigosos e levarem à morte, os métodos de transfusão são geralmente seguros. Por exemplo, se você vai fazer cirurgia e está paranóico sobre ter o sangue de um estranho em seu corpo, você pode ser seu próprio doador. Seu sangue deve ser coletado algumas vezes antes da cirurgia e um banco de sangue será feito para você mesmo usar. Isso é o jeito mais seguro de realizar a transfusão, já que impede que você adquira doenças passadas pelo sangue.