Como determinar se você deve fazer o teste para homocisteína

A homocisteína é um aminoácido provindo do enxofre que é produzido enquanto o corpo digere proteínas. O teste para homocisteína, também conhecido como homocisteína plasmática total, é um teste de rastreio para pessoas com risco de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e doenças vasculares periféricas: Estudos têm mostrado que níveis elevados de homocisteína no sangue estão ligados a um maior risco para essas doenças.

A homocisteína faz o colesterol se transformar em lipoproteínas oxidadas de baixa densidade (LDL), o mau colesterol, que prejudica as artérias. Níveis elevados de homocisteína podem também provocar coagulação do sangue mais facilmente do que o normal, o que aumentaria os riscos de bloqueio (AVC). A homocisteína também tem sido associada a outras doenças, incluindo a doença de Alzheimer, problemas de gestação, e alguns cânceres. Mulheres grávidas com níveis elevados de homocisteína têm um risco maior de ter filhos com defeitos no tubo neural e outros defeitos congênitos.

Fazer ou não o teste para homocisteína é uma questão de muita controvérsia. Aqui estão alguns pontos a se considerar quando você decidir se deve fazer o teste para homocisteína:

  • A American Heart Association nunca estabeleceu uma relação direta entre níveis de homocisteína e os ataques cardíacos. Mas a AHA sugere que, para pessoas com antecedentes familiares de doenças cardiovasculares que não tem nenhum dos fatores de risco (ou seja, pressão arterial alta, obesidade, diabetes, tabagismo, colesterol elevado no sangue ou falta de exercício), o teste pode ser útil.
  • Os testes para níveis de homocisteína são muitas vezes encomendados como parte de uma avaliação de risco cardíaco ou em seguida a um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. Os testes também são pedidos se um médico suspeita uma deficiência de vitamina B/ folacina, ou quando um bebê mostra sintomas de homocistinúria, um erro metabólico hereditário causado por uma enzima defeituosa (cistationina sintetase), necessária para digerir o aminoácido metionina. (Estes testes fazem parte de testes para recém-nascidos em alguns estados.)
  • Os níveis elevados de homocisteína aumentam o risco de complicações de diabetes tipo 2 significativamente.
  • Os níveis elevados de homocisteína têm sido ligados a um risco maior de osteoporose em idosos.
  • Se você tiver níveis elevados de homocisteína, testes de urina e sangue devem ser feitos de 2 a 3 vezes por ano para ajudar a determinar o curso do tratamento.
  • Um regime alimentar rico em vitaminas B-6, B-12 e ácido fólico diminui os níveis de homocisteína. Alguns alimentos que contêm altos níveis de ácido fólico são os vegetais verdes e cereais enriquecidos com ácido fólico. Você pode encontrar uma lista detalhada de alimentos com um elevado teor folatico aqui.
  • A vitamina B-6, B-12 e o ácido fólico também estão disponíveis na forma complementar. Pelo fato das pessoas idosas tenderem a ser deficientes em vitamina B-12 (a capacidade de absorver a vitamina a partir do intestino delgado diminui com a idade), elas podem se beneficiar com suplementos.
  • Os hormônios tireoidianos, doenças renais, psoríase, e alguns medicamentos podem causar níveis de  homocisteína elevados.