Como entender um monitor fetal

A menos que você tenha um parto extremamente rápido, você pode ser colocada em um monitor fetal em algum momento durante o seu parto, talvez durante todo o parto. Um monitor fetal é exatamente o que parece, ele monitora os batimentos cardíacos do seu bebê. Enquanto alguns hospitais continuam a utilizar unidades Doppler portátil (igual ao que seu ginecologista e obstetra ou parteira usam durante as consultas pré- natais), a maioria dos hospitais utiliza um monitor fetal. Os médicos gostam de monitorar o batimento cardíaco do bebê; pois algumas variações podem indicar problemas, embora a maioria das variações é perfeitamente normal.

  • Um monitor fetal mede os batimentos cardíacos dum bebê através da ligação via fios a um disco do lado de fora de sua barriga, também chamado de monitor externo (número 4) ou ligado diretamente ao seu bebê através da sua vagina, chamado monitor interno (número 5). A máquina imprime uma tira de papel que mostra os batimentos cardíacos do bebê (procure por uma longa linha). A máquina também está ligada a uma tela de computador na enfermaria. Assim se a sua enfermeira não estiver no quarto com você, não se preocupe; ela ou outra enfermeira ainda podem estar vendo o batimento cardíaco do seu bebê a partir da enfermaria.
  • Sua enfermeira, parteira ou ginecologista/obstetra é a melhor pessoa para ajudá-lo a compreender um monitor fetal e as variações no batimento cardíaco do seu bebê que ocorrem durante o trabalho de parto. Sinta-se livre para fazer perguntas sobre o batimento cardíaco dele enquanto tem o trabalho de parto. Um leigo como seu parceiro, membro da família ou acompanhante de parto não consegue ler um monitor fetal e não deve fornecer interpretações, a menos que tenha tido uma formação para isso. Este artigo tem o propósito de dar informações básicas sobre monitores fetal, não ensinar a ler um.
  • O batimento cardíaco normal de um bebê é entre 120-160 batimentos por minuto. É normal que haja variações nisso. Na verdade seu médico prefere que seja assim. Os batimentos cardíacos de um bebê devem subir e descer em algum nível durante o trabalho de parto. Isso indica que seu bebê está se movendo, assim como ele fez durante a maior parte de sua gravidez. Além disso, é normal que os batimentos cardíacos do bebê mudem durante as contrações. Durante as contrações de transição e as contrações de empurrar, o batimento cardíaco do bebê pode realmente cair. Isto é normal e não há nada para se preocupar, desde que o batimento cardíaco dele suba novamente após a contração ter acabado. Se o batimento cardíaco dele não subir, ou subir devagar, seu médico deve se preocupar e discutirá a próxima conduta de ação com você.
  • Um monitor fetal externo é um disco redondo que vai à sua barriga e é mantido no lugar por um cinto ou uma cinta. Este disco é um dispositivo de ultra-som que detecta e recebe ondas sonoras, a fim de obter uma contagem exata do batimento cardíaco do bebê. O disco está ligado a uma máquina de monitor fetal através de um fio. Este dispositivo é bastante preciso, mas não tão preciso como um monitor interno (veja abaixo). Outra desvantagem é que muitas mulheres em trabalho de parto acham difícil encontrar uma posição confortável devido aos cabos que vão de suas barrigas para as máquinas. Ademais, se o disco deslizar ou seu bebê se mover, o monitor terá que ser reposicionado e isso pode ser frustrante para uma mulher em trabalho de parto.
  • Um monitor fetal interno é posicionado dentro da vagina e fixado na pele da cabeça do seu bebê. Isto soa pior do que realmente é, apenas uma picada na pele do bebê. O monitor interno é mais preciso que o monitor externo, e é geralmente usado se seu medico sente que há um problema ou ele não consegue obter uma leitura precisa com o monitor externo. Muitos médicos permitem sair da cama e encontrar posições confortáveis para o trabalho de parto com um monitor interno no local, mas não todos. Outra desvantagem é que sua bolsa d’água deve ser rompida para que um monitor interno seja posicionado. Isso aumenta o risco de infecção, especialmente se seu trabalho de parto for longo. Muitos médicos não permitirão ficar em trabalho de parto passadas dezesseis a vinte e quatro horas (dependendo do médico) depois que a placenta for rompida. A desvantagem final é o risco de infecção no local em que o monitor interno for colocado na cabeça do bebê.