Como ler cartas de tarô

A maioria das pessoas sabe de alguém que tem pelo menos um pouco de conhecimento sobre o Tarô. Mas, isto é algo que possa ser aprendido por qualquer pessoa? Claro que sim! Aqui estão cinco passos para começar a descobrir sozinho o seu caminho através do labirinto do antigo e místico Tarô.

A maioria de nós sabe de pelo menos uma pessoa que tem algum conhecimento destas loucas cartas chamadas de Tarô. Geralmente são tipos excêntricos, que marcham na batida de seus próprios tambores. Talvez carreguem uma sacola de cristais no bolso, e falem sobre o universo como se tivessem explorado todas as suas facetas. Elas podem falar de espíritos e guias, e das imagens de orbes ou ectoplasmas que captaram na noite. Isto não é um pré-requisito, claro. Estar sintonizado psiquicamente não torna uma pessoa necessariamente excêntrica ou estranha, mas requer investimento de tempo e da arte da intuição. A boa notícia é que, mesmo que o único cristal que você tenha esteja preso no anel em seu dedo, mesmo que seu único conhecimento do universo seja o modelo de sistema solar, que aprendeu na sexta série, mesmo que os únicos espíritos que estejam preocupando ou confundindo sua mente estejam assombrando o bar ou taverna local, você pode aprender a ler o Tarô! Leva tempo e dinheiro suficiente para comprar o seu próprio baralho (e talvez um livro ou dois), mas se você estudar, terá resultados, e em pouco tempo você estará ensinando o seu amigo excêntrico uma ou duas coisas sobre o místico Tarô.

O mínimo que você precisa saber para começar é a função que as cartas de Tarô cumprem no processo intuitivo. Há incontáveis ferramentas usadas por sensitivos de todos os tipos para entrar em contato com as sutis energias que existem ao redor de nós. Primeiramente, as cartas de tarô são uma ferramenta. De fato, embora elas pareçam exercer o poder dos séculos em sua colorida fantasia e simbolismo, o verdadeiro poder situa-se na pessoa intuitiva, tentando tirar um sentido do que as cartas estão dizendo. Elas abrem uma porta e apontam o caminho. O verdadeiro detalhe de uma leitura vem com a permissão do individuo, que olha as cartas, em deixar a intuição assumir e contar a história que as cartas estão tentando transmitir.

O tarô, em sua totalidade, é composto de 78 cartas, divididas em duas partes.  Os Arcanos Maiores, que lida com as primeiras 22 cartas do baralho, e tem a ver primariamente com marcos ou eventos da vida. Aquela carta feia e assustadora, A Morte, que os leitores da sorte nos filmes parecem lançar com indiferença, é uma carta dos Arcanos Maiores. Mas, acalme-se. A Morte é outra forma de dizer “mudança” ou “transformação”. È uma sugestão, não significa realmente morte física.

Os Arcanos Menores, lida com as 56 cartas restantes, e estas estão divididas mais adiante em quatro conjuntos de 16 cartas cada. Você irá passar a conhecer muito bem as copas, espadas, paus, e pentagramas ou “discos” nos seus estudos relacionados ao Tarô. E é aí onde um leve conhecimento de numerologia e simbolismo irá ajudar-lo, no futuro, à clarificação. Por enquanto, é tudo uma questão de sintonizar em si mesmo – o seu eu sensitivo. Quer você saiba ou não, você é sensitivo. E, por sorte sua, o Tarô pode muito bem ser a ferramenta que vai ajudá-lo a invocar seu Edgar Cayce interior.

Então, feche os olhos, respire fundo, focalize na sua questão, e comece a embaralhar...

  1.  Compre um baralho. Obviamente você não pode ler as cartas que não tem, e se você pensa que há muitas pessoas esperando para emprestar-lhe as suas, você está errado. E se há uma coisa que cerca o tarô, é o mistério. E se há outra, é a superstição. Como aquela história das mesas de Ouija girando, pergunte para a maioria dos leitores de Tarô qual a opinião deles sobre dividir as cartas, e você provavelmente irá ter um sem fim de histórias sobre “baralhos que se estragaram”. Lembre-se, qualquer empenho verdadeiro irá exigir pelo menos um pequeno investimento no começo, e suas leituras no futuro serão bem mais sucintas se você comprar seu próprio baralho. Ponha as cartas para nadar na sua energia agora, e elas irão lhe dizer a verdade todas às vezes! Use as cartas dos outros por seu próprio risco. Uma notificação prática, seu próprio baralho pessoal proporcionará um número de opções que simplesmente não estarão disponíveis se você pegar emprestado o baralho de um amigo. Lembre-se, o quanto o tarô é uma ferramenta, você está construindo um relacionamento com a aparência, a sensação, e a energia que as cartas emanam, e elas estão se acostumando com a energia que você emana também. A melhor relação de trabalho virá da sincera procura do baralho que for melhor para você, e valha o dinheiro por si próprio. Qualquer grande livraria irá fornecer opções que farão sua cabeça girar. Há um mercado lá fora! Para o propósito de apenas aprender os princípios do Tarô, o Rider-Waite é um clássico freqüentemente sugerido e muito testado.
  2. Dispense o pequeno “guia do usuário” de qualquer forma.Com cada baralho, vem um pequeno guia – uma explicação resumida dos significados das cartas em termos muito vagos. Francamente, na minha experiência de aprendiz, eu achei o guia inútil. Há um sem número de maravilhosos livros e sites que podem fornecer muito mais informações sobre o assunto do que as descrições em frases escassas, e de uma só vez, encontradas com o baralho. Atenha-se a elas se quiser, mas não espere que seja incrivelmente útil. De fato, enquanto você estiver na loja, você pode em vez disso comprar um livro sobre o assunto. Acredite (ou não), uma das melhores fontes que eu já encontrei foi o The Complete Idiot's Guide to Tarot and Fortune-Telling (Guia do LeigoTotal em Tarot e Leitura da Sorte).
  3. Amacie-as!  Embaralhe as cartas e brinque com elas. Lembre-se que na primeira vez que você as usa você estará, essencialmente, apresentando a si mesmo ao seu baralho. Você estará colocando sua energia nelas todas, e elas estarão conhecendo você nesse processo.
  4. Escolha uma carta, qualquer carta! Este é o ponto em que você vai começar a construir aquele relacionamento que eu estava falando, que vai além do mero embaralhar. Como você constrói um relacionamento com pequenos pedaços de papel com imagens coloridas neles? Você lhes dará atenção, tempo, e a oportunidade de “falar”. Arrume a sua área de trabalho do jeito que você quiser. Não há necessidade real de cerimônia, a não ser que você se sinta compelido a fazer isso. Coloque uma vela ou duas, acenda um incenso, toque alguma música tranquila ao fundo, ore ou medite. Prepare o clima o quanto você sentir que seja necessário. Então, sente-se e puxe uma carta do baralho. Você não irá ler nada. Muito mais importante que os significados de rotina que você pode encontrar em qualquer livro, ou qualquer site (ou qualquer guia como aqueles que eu acabei de lhe dizer para se livrar!) são os significados que vêm para você intuitivamente. É aí que você começa a exercitar o seu sexto sentido. Para este propósito, eu sugiro ter um diário por perto. Quando você olhar para a carta que escolheu, simplesmente focalize em como você se sente sobre ela. Perceba se a carta está para o lado certo, ou virada de cabeça para baixo. Observe quais partes da imagem se destacam para você, e seus sentimentos sobre aqueles elementos da carta. Anote qualquer coisa que você sinta por instinto que seja importante sobre a carta, inclusive palavras-chave. Se subitamente uma palavra – “traição”, por exemplo – vem à mente, escreva. Entenda que esta é a sua leitura pessoal da carta que você está segurando. Tal observação é inestimável, e irá fornecer a você sua própria explicação pessoal para as cartas que está usando. Escreva todas estas observações no seu diário e siga para a próxima carta.
  5. Determine um horário, e um limite. Não pense que você irá se sentar e ter todas as 78 cartas definidas em poucas horas. Descubra um horário que seja bom para você pelas próximas duas semanas pelo menos, no qual você possa dedicar o seu tempo para – digamos – cinco cartas por noite. Se você sentir que só poderá fazer uma ou duas, tudo bem. Mas o que importa é entrar num ritmo e permitir que um pouco de rotina entre também. Depois de um tempo, você irá começar a perceber que a sua mente se ajustará mais facilmente à “hora do tarô” se você souber que toda noite, precisamente às 8 horas, você vai sentar-se e observar seu baralho.
  6. Escreva suas questões! Há tantos símbolos ocultos no tarô que você estará fadado a intrigar-se com vários deles. Anote-os para uma pesquisa futura. O que a figura de um 8, acima da cabeça do mágico significará? Não há quase nada nas cartas que não tenha um significado inerente. Observe-os!
  7. Encontre uma disposição com a qual você se sinta bem. Há muitas maneiras de dispor as cartas. Há as antigas disposições como a Cruz Céltica, há outras que são mais especializadas, e também há aquelas que você determina sozinho. Eu pessoalmente tenho usado e modificado através do tempo a minha própria e muito básica, mas eficaz, disposição “cigana”, que envolve doze cartas. Três no topo representam o passado, três no meio representam o presente, e três embaixo representam o acontecimento possível. Três cartas descendentes no lado direito representam influências latentes no passado; e o presente e o futuro estão de cima para baixo. Bem básico, mas funciona para mim. Eu a inventei, e as cartas sempre me serviram bem neste tipo de disposição. Determine a disposição que você usa baseada na questão que está sendo feita, na quantidade de detalhes desejada, e no nível de conforto que você sente com nessa disposição. Mas não deixe que o medo o impeça! Deixe a intuição ser seu guia!
  8. Espalhe-as!  Uma vez que você tenha estabelecido aquele relacionamento com cada uma das cartas, e você sente que tem um controle pelo menos do que cada uma significa para você, vá em frente e faça uma pergunta. Disponha as cartas e veja o que consegue. Pegue referências em suas anotações, preste atenção na sua intuição, procure o significado de cartas questionáveis naquele livro que eu sugeri que você comprasse. Mantenha anotados o dia, disposição, e cartas da leitura. Também observe se as cartas estão do lado certo ou de cabeça para baixo, porque os significados irão mudar de acordo com isso. Mas, divirta-se! Entenda que a sua primeira leitura irá provavelmente ser muito vaga, não porque você não é bom em ler o tarô, mas porque – como em tudo – a prática é a chave.
  9. Permita-se errar. Ei, somos todos humanos! Nós erramos continuamente! Mas se você se prende à necessidade de estar certo sobre tudo, você nunca irá crescer. Dê a si mesmo um espaço para respirar, divirta-se, e não se sinta mal se você não acertar tudo por algum tempo. Deixe-se aprender, deixe as cartas falarem, e antes que você perceba estará fazendo sucesso entre seus amigos e família com a sua habilidade em ver os mistérios do Tarô! Dentro do tarô, há muito mais para aprender, e se você quiser continuar construindo seu novo estoque de conhecimento sobre as cartas, e sobre adivinhação em geral, você descobrirá que a vida é na verdade bem mais rica. Você verá as cartas na sua vida diária, e sentirá sua intuição lhe puxando constantemente em direção ao seu maior e melhor! Não pense nelas simplesmente como uma forma divertida de impressionar seus amigos, pense nisto como uma jornada espiritual e você começará a ver porque você ler o que as cartas têm a dizer é uma experiência tão poderosa. As cartas abrem portas para a transformação. Quem sabe, talvez você até invista em uma ou duas sacolas de cristais!