Como tratar a epilepsia canina

A epilepsia canina consiste em recorrentes crises convulsivas que ocorrem em cães. Convulsões ocorrem quando o cérebro envia sinais nervosos anormais que provocam respostas musculares tais como convulsões.

Tratar a epilepsia canina resultará em uma vida normal para o cão e seu dono, controlando o número, a força e a freqüência das crises epilépticas que o cachorro tem. O tratamento deve conter o mínimo de efeitos colaterais possível. Esse tratamento inclui:

  • O fenobarbital. É um fármaco dado sob prescrição, disponível na forma líquida ou em comprimidos, que deve ser dado a cada 12 horas. Os efeitos colaterais incluem sonolência, letargia, excesso de micção, sede, fome e irritabilidade, perda da coordenação e agitação. O uso prolongado pode causar dano ao fígado e insuficiência hepática. O médico veterinário deve examinar regularmente o sangue, para detectar falência hepática.
  • Brometo de potássio. É um fármaco dado sob prescrição que é misturado com água, mas também pode ser em forma de cápsulas, é administrado uma vez por dia. Esta medicação é segura para cães com doença hepática. Os efeitos colaterais incluem dores de estômago, náuseas e vômitos. Esta medicação deve ser tomada junto com os alimentos para ajudar a reduzir os efeitos colaterais.
  • Brometo de sódio. É um fármaco dado sob prescrição, e é seguro para cães com doença renal. Este medicamento está disponível na forma líquida ou em cápsulas, e deve ser tomado duas vezes ao dia. Os efeitos colaterais incluem sonolência, perda de coordenação, aumento da frequência urinária e raras manifestações cutâneas.
  • Gabapentina. É um fármaco dado sob prescrição. É usado para tratar crises convulsivas que são resistentes ao brometo de potássio e fenobarbital. Este medicamento deve ser administrado a cada 8 horas, e é caro. Os efeitos secundários são pouco frequentes.
  • Felbamate. É um fármaco dado sob prescrição. É uma droga utilizada no tratamento de convulsões que são resistentes ao brometo de sódio e de potássio, bem como ao fenobarbital. Esta droga é extremamente cara, e deve ser dada a cada 8 horas. Os efeitos secundários são pouco frequentes, no entanto, quando alts doses são dadas, o cão pode tornar-se muito nervoso e excitado.
  • Primidona. É um medicamento dado sob prescrição, disponível em comprimidos e suspensão oral, que deve ser dado a cada 8 horas. Os efeitos secundários incluem ansiedade, agitação, depressão, sede excessiva, micção e fome, sedação e perda de coordenação. Os efeitos secundários mis raros são a perda de apetite, o aumento da freqüência cardíaca, doenças de pele, anemia e hiperventilação. Este medicamento também pode causar problemas hepáticos.
  • Valium. É um medicamento dado sob prescrição, aplicado por injeção intravenosa, e usado para parar um ataque em andamento. Esta droga pode viciar. Os efeitos colaterais incluem sonolência, descoordenação, excitação, agressividade e comportamento incomum.
  • Pentobarbital. É uma medicação injetável, aplicada por via intravenosa, e utilizada em clínicas veterinárias, sob a estreita supervisão de um veterinário. Os efeitos colaterais incluem diminuição da respiração e perda de temperatura corporal.

Ao tratar a epilepsia canina, pode ser necessário tentar vários medicamentos, ou mesmo combinações de medicamentos em doses diferentes, para personalizar o tratamento correto para o cão. Cada cão é diferente, e cada circunstância é diferente, tornando necessário um tratamento individualizado.

O insucesso do tratamento é geralmente ligado diretamente ao proprietário do cão.
É importante seguir exatamente as instruções do veterinário, para evitar novas convulsões.