Como identificar e tratar a leucemia felina

O vírus da leucemia felina (VLF) provoca um tipo de câncer, bem como muitos outros distúrbios, incluindo linfoma, supressão do sistema imunológico, anemia, doenças gastrointestinais, paralisia, e infecções do trato respiratório superior. Na primeira fase da infecção por VLF, o vírus é encontrado no sangue, mas não se espalha. Alguns gatos infectados podem expulsar o vírus nesta fase, e daí ter imunidade. Na segunda fase, o vírus se propaga além do sangue, invadindo os gânglios linfáticos, medula óssea, e outras partes do corpo. Quando isso acontece, alguns gatos desenvolvem uma infecção ativa e começam a mostrar mais sintomas de imediato, enquanto outros terão uma infecção mais silenciosa, que começa a aparecer mais tarde, após meses ou anos.

  1. Transmissão - Os gatos podem contrair o VLF pelo contato com a saliva, o sangue, a urina ou lágrimas de um gato infectado. Os modos de transmissão mais comuns são através do contato e convivência direta, compartilhamento de água e pratos de alimento, mordidas e transfusões sanguíneas. Filhotes podem ser infectados por suas mães antes do parto ou durante a criação.
  2. Sintomas - Os sintomas da primeira fase , febre baixa, mal-estar e inchaço dos gânglios linfáticos, não são normalmente percebidos pelo dono do animal. Depois que o vírus se espalha além do sangue, os sintomas incluem perda de apetite, perda de peso, anemia, lentidão, diarréia, e sangue nas fezes.
  3. Diagnóstico - Há duas análises de sangue utilizadas para o diagnóstico do VLF. O teste ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay) é realizado em consultório veterinário e detecta o vírus na primeira ou segunda fase da infecção. O teste ELISA pode dar falsos positivos e, portanto, um segundo teste é executado para confirmar um diagnóstico. A IFA (imunofluorescência indireta) é enviada a um laboratório externo e detecta apenas a segunda fase da infecção.
  4. Tratamentos - Não existe cura para o vírus da leucemia felina e os tratamentos variam dependendo do estágio da infecção e das doenças secundárias apresentadas pelo gato. Para gatos VLF positivo que não apresentam sintomas, deve haver apenas um acompanhamento de perto da sua condição. Continue a manter uma boa saúde com boa alimentação e um ambiente livre de estresse. Elimine seu gato do contato com outros gatos, para reduziras chances de infecções secundárias e evitar que ele alastre o VLF. Outros tratamentos incluem:
    • Prednisona e quimioterapia - utilizadas para induzir a remissão do câncer provocado pelo VLF
    • Antibióticos - para combater infecções secundárias
    • Analgésicos - para reduzir a dor que pode acompanhar muitas doenças secundárias
    • Proteína estafilocócica A, immunoregulin, interferon, Propionibacterium acnes, BCG, acemanano, e suplementos nutricionais - Os estudos científicos são conflitantes sobre o sucesso desses tratamentos, então fale com o seu veterinário para decidir se eles são apropriados para seu gato.
      • Uma proteína estafilocócica - pode inverter infecção do vírus, induzir remissão do linfoma, e tratar anemia associada a VLF
      • Immunoregulin, acemanano, Propionibacterium acnes, e BCG - podem estimular o sistema imunológico
      • Interferon - pode aumentar o tempo de vida
  5. Prevenção - Embora não sejam 100% eficazes, vacinas, podem ser dada aos gatos que não tenham sido expostos ao VLF, e são altamente recomendadas para gatos em ambientes com muitos gatos ou criados soltos, fora de casa. O melhor é manter seu gato dentro de casa todo o tempo, e longe de gatos infectados pelo VLF. Se você tem um ou vários gatos em casa e um deles apresentar VLF, deixe-o em quarentena para prevenir a transmissão do vírus para os outros. Limpe bem seus pratos de alimento, cama, etc. com desinfetante frequentemente.
Os gatos infectados com o vírus da leucemia felina podem viver meses ou anos após a contratação do vírus. Trabalhe em conjunto com o seu veterinário para fazer desse tempo o mais confortável possível para ele.